Streptococcus: entenda as principais espécies, formas de contágio, sintomas e tratamento

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O gênero Streptococcus reúne bactérias de formato arredondado que costumam formar cadeias e se coram de violeta ou azul escuro em exames de gram, sendo classificadas como gram-positivas. Muitas dessas espécies habitam naturalmente o organismo humano, mas alterações no equilíbrio da microbiota podem favorecer infecções que exigem atenção médica.

Tipos mais comuns e doenças associadas

Grupo A – Streptococcus pyogenes

Embora faça parte da flora da boca, garganta, pele e vias respiratórias, o S. pyogenes é responsável por quadros graves.

Transmissão: ocorre pelo contato direto com saliva, secreções respiratórias, utensílios compartilhados ou feridas infectadas.

Possíveis doenças: faringite, escarlatina, impetigo, erisipela, necrose de tecidos e febre reumática.

Sintoma predominante: dor de garganta recorrente, frequentemente mais de duas vezes ao ano.

Terapia: antibióticos como penicilina e eritromicina, prescritos de acordo com testes de sensibilidade.

Grupo B – Streptococcus agalactiae

O S. agalactiae costuma habitar o intestino inferior, trato urinário e região genital feminina, representando risco especial para recém-nascidos.

Transmissão: contaminação do líquido amniótico ou aspiração da bactéria pelo bebê durante o parto vaginal.

Possíveis doenças no neonato: sepse, pneumonia, endocardite e meningite.

Sinais no bebê: alteração de consciência, coloração azulada no rosto e dificuldade respiratória nas primeiras horas ou até dois dias após o parto.

Terapia: penicilina, cefalosporina, eritromicina ou cloranfenicol, conforme orientação médica.

Streptococcus pneumoniae

Conhecido como pneumococo, vive principalmente nas vias aéreas de adultos.

Possíveis doenças: pneumonia, otite, sinusite e meningite.

Sintomas frequentes da pneumonia: falta de ar, respiração acelerada e cansaço extremo.

Terapia: penicilina, cloranfenicol, eritromicina, sulfametoxazol-trimetoprima ou tetraciclina, escolhidos após avaliação clínica.

Streptococcus viridans

Grupo presente na boca e faringe, atua como barreira contra outras bactérias.

S. mitis: encontra-se em dentes e mucosas; pode penetrar na corrente sanguínea em procedimentos dentários e, em pessoas com fatores de risco (aterosclerose, uso de drogas intravenosas ou doenças cardíacas), causar endocardite.

S. mutans: fixado no esmalte dentário, está diretamente ligado à formação de cáries, sobretudo quando há consumo elevado de açúcar.

Diagnóstico

O clínico ou infectologista solicita coleta de sangue, secreções da garganta, boca ou região genital, conforme o quadro. No laboratório, testes específicos confirmam o gênero Streptococcus, identificam a espécie e verificam a sensibilidade aos antibióticos.

Tratamento

A terapêutica baseia-se em antibióticos adequados ao perfil de resistência da bactéria, devendo ser seguida rigorosamente para evitar complicações e falhas terapêuticas.

O acompanhamento médico é essencial para definir o antibiótico correto, a duração do uso e monitorar possíveis efeitos adversos.

Com informações de Tua Saúde

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