O fechamento prematuro das suturas do crânio, condição conhecida como estenose crânio facial ou craniossinostose, provoca alterações no formato da cabeça e da face do bebê e pode elevar a pressão intracraniana, comprometendo o desenvolvimento neurológico. O diagnóstico é feito por pediatras com apoio de exames de imagem, e o tratamento costuma incluir cirurgia entre 6 e 12 meses de idade.
Principais sinais
Entre os sintomas mais comuns estão:
- cabeça longa e estreita, achatada e larga, torta ou em formato de triângulo;
- testa plana ou achatada;
- nariz levemente desviado;
- olhos mais afastados entre si;
- órbitas oculares rasas, que fazem os olhos parecerem saltados;
- diminuição do espaço entre nariz e boca.
Nos quadros que afetam várias suturas, podem surgir dor de cabeça constante, sonolência excessiva ou dificuldade de aprendizado devido ao aumento da pressão dentro do crânio. Casos graves ainda podem levar à perda de visão, perda auditiva, problemas respiratórios ou deficiência intelectual.
Diagnóstico
Pediatras avaliam a forma do crânio, solicitam raio-X, tomografia computadorizada, ressonância magnética ou ultrassom para confirmar a estenose e acompanhar as suturas cranianas.
Causas e fatores de risco
A condição resulta do fechamento precoce das suturas, estruturas que normalmente permanecem flexíveis para permitir a passagem pelo canal de parto e a expansão do cérebro. Embora a causa exata seja desconhecida, mutações genéticas e síndromes como Crouzon, Apert, Pfeiffer, Muenke e Kleeblattschädel aumentam o risco.
Imagem: médicos e profissiais de saúde de di
Tratamento
O procedimento padrão é cirúrgico e tem o objetivo de afastar as suturas ósseas, liberar espaço para o cérebro crescer e melhorar a estética craniofacial. A intervenção costuma ocorrer entre 6 e 12 meses de idade, podendo ser necessária mais de uma cirurgia até o fim da adolescência, dependendo da gravidade.
Com informações de Tua Saúde

