Inflamações, infecções ou acúmulo de substâncias podem estar por trás do aparecimento de pequenas bolinhas nas pálpebras. Segundo especialistas, calázio, terçol, xantelasma, dacriocistite, herpes zóster e tumores palpebrais figuram entre as principais causas do problema, que costuma vir acompanhado de inchaço, dor ou vermelhidão.
Calázio
O bloqueio de glândulas na pálpebra leva a uma inflamação lenta e geralmente indolor, mais frequente na parte superior do olho. Compressas mornas por 15 minutos, duas a quatro vezes ao dia, e massagem suave costumam resolver em cerca de um mês. Persistência de sintomas ou surgimento de dor e visão turva exigem avaliação médica, com possibilidade de colírios antibióticos ou cirurgia.
Terçol (hordéolo)
Infecção bacteriana na base dos cílios provoca nódulo doloroso, pus, vermelhidão e edema. Na maioria dos casos o quadro regride espontaneamente em até duas semanas, com auxílio de compressas mornas e massagem leve. Lesões grandes, febre ou evolução prolongada devem ser examinadas por oftalmologista.
Xantelasma
Depósitos de colesterol formam placas amareladas, principalmente na pálpebra superior, próximas ao nariz, e são mais comuns após os 40 anos ou em pessoas com hipercolesterolemia familiar. Embora não desapareçam sozinhas, podem ser removidas com procedimentos como crioterapia, aplicação de ácidos ou cirurgia. Controle do colesterol, dieta e uso de estatinas são recomendados.
Dacriocistite
Inflamação do saco lacrimal gera nódulo dolorido no canto interno da pálpebra, com inchaço e vermelhidão. Tratamento inclui compressas mornas, massagem e, em situações mais graves, antibióticos prescritos pelo oftalmologista.
Herpes zóster
Reativação do vírus varicela-zoster pode aparecer na região ocular, afetando pálpebra superior e testa. Os sintomas englobam bolhinhas, pele avermelhada, pálpebra caída e sensação de queimação. Antivirais como aciclovir ou valaciclovir são indicados para acelerar a recuperação.
Imagem: médicos e profissiais de saúde de di
Tumores palpebrais
Raros, podem ser confundidos com calázio ou terçol, mas apresentam crescimento contínuo, não respondem ao tratamento habitual ou reaparecem. Diagnóstico demanda consulta a oftalmologista ou dermatologista e, se necessário, biópsia. A remoção cirúrgica é o tratamento padrão.
Diante de qualquer bolinha que não melhore, aumente de tamanho ou provoque sintomas intensos, a recomendação é procurar um oftalmologista para diagnóstico preciso e terapia adequada.
Com informações de Tua Saúde

